quarta-feira, 27 de maio de 2009

Corpus Christi

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Há 15 dias para a celebração de Corpus Christi, que este ano será comemorada em 11 de junho, paróquias de João Monlevade já se preparam para a confecção dos tradicionais tapetes.// A paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Carneirinhos, esta com inscrições abertas para as pessoas que queiram ajudar nos trabalhos.// Basta deixar o nome e contato na secretaria.// como todos os anos, os tapetes com serragem e areia em formatos de figuras e símbolos bíblicos serão confeccionados na avenida Getulio Vargas, no centro comercial.// segundo a assessoria de comunicação da prefeitura materiais serão doados pelo executivo.// Já a paróquia São Luiz Maria de Monfort, vai confeccionar os tapetes apenas com mantimentos, roupas e cobertores nas ruas Ayti e parte da rua Inglaterra, no bairro Loanda.// O mesmo trabalho será feito pela paróquia de São Jose Operário, no bairro Centro Industrial, que vai montar os tapetes com donativos ao redor da praça da matriz.// depois Os materiais serão doados as famílias carentes do município.// A paróquia de Nossa Senhora de Fátima no bairro Vila Tanque ainda não definiu como será feita a confecção dos tapetes deste ano.// a festa de corpus Christi celebra a presença de Cristo na Eucaristia e é realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade.//

quarta-feira, 8 de abril de 2009

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PSB realiza encontro regional com presença maciça

O PSB realizou, na última sexta-feira, dia 3 de abril, um encontro de todas as lideranças do partido da região do Médio Piracicaba, Rio Doce e Vale do Aço, na cidade de Timóteo.
O tema principal do encontro foi “o ponta pé inicial para a revitalização do partido em Minas”. Hoje, o PSB tem força e poder de atuação, principalmente no Nordeste, onde fez, nas últimas eleições, três dos governadores daquela região e pretende melhorar o desempenho no Estado de Minas Gerais, principalmente depois da vitória de Márcio Lacerda em Belo Horizonte, fruto de aliança com Aécio Neves e Fernando Pimentel.
Foi discutido, também, o posicionamento político do partido para as próximas eleições de 2010, onde estarão sendo escolhidos o presidente da república, além de governador, deputados estaduais, federais e senadores.
Presente ao encontro, o presidente do PSB de Monlevade, Adailton Correia, avaliou como extremamente positiva a iniciativa do partido em buscar se fortalecer ainda mais em Minas, que é um estado de representatividade dentro do contexto nacional. “Minas não pode se furtar à uma atuação forte diante do cenário nacional como força política e econômica e a manutenção deste processo, passa pelo fortalecimento dos partidos e o PSB tem papel fundamental neste processo, como uma das legendas que têm história política, participando há mais de 60 anos da vida política do país”, afirmou Correia.
Presente também ao encontro, o presidente em Minas do PSB 40, deputado estadual Wander Borges, o vice presidente em Minas, Waldo Silva, O secretário geral Mauro Lobo, o 1º secretário , deputado federal, Júlio Delgado, o secretário especial Isaias Silvestre e do secretário de organização do partido, Henrique Barreto, além do deputado estadual Chigo Uejo. Outra presença marcante foi do prefeito de Bela Vista de Minas Arnaldo Magno da Silva e seu vice Mateus. “Comungamos deste sentimento de que o PSB deve crescer ainda mais em Minas”, disse Arnaldo.



Cidades da região correm contra o tempo para não perder recursos do Governo Federal

Metade das cidades mineiras podem deixar de receber recursos do Governo Federal por não terem elaborado o P.A.R., Plano de Ações Articuladas. Isso porque com a elaboração do plano os municípios podem receber verba para investir em capacitação de professores, construção de escolas e renovação da frota para transporte escolar. O P.A.R. é um diagnóstico sobre a Educacao de cada cidade.
De acordo com a secretaria de Educação básica, do MEC, Ministério da Educação, até sexta-feira, 429 cidades de minas ainda não tinham feito o relatório. Entre elas estão: João Monlevade e outras 10 cidades da região, sendo Dom Silvério, Bela Vista de Minas, Nova Era, Santa Bárbara, Barão de Cocais, Sem Peixe, Alvinópolis, Rio Piracicaba, São Domingos do Prata e São José do Goiabal.
Para fazer parte do plano de ações a cidade deve fazer um relatório com dados da gestão, infra-estrutura, práticas pedagógicas e formação dos professores e registra-lo na internet. Depois dessa etapa, as cidades devem aguardar a análise do Mec e enviar a demanda de recursos.


Vacinação de idosos contra a gripe começa no dia 22








Mais de 5.300 pessoas de 60 anos ou mais devem receber a vacina contra a gripe em João Monlevade. O número representa 80% da população de idosos estimada no município.
Segundo a coordenadora da vigilância em saúde de Monlevade Katia Reis Guimarães, no ano passado, a cidade ultrapassou a meta de vacinação, ao imunizar 90,94% dos idosos.
Dados da Secretaria de Estado de saúde de Minas indicam que o número de idosos deve estar maior que o estimado e o desafio deste ano é cobrir esta faixa da população. O alvo são pessoas que entraram recentemente na casa dos 60 anos e vão se vacinar pela primeira vez.
O principal dia da campanha nacional de vacinação do idoso contra a gripe será no próximo dia 25 quando as unidades de saúde e pontos volantes vão aplicar a dose durante todo o dia, mas segundo a coordenadora da Visa em Monlevade a vacina já vai estar disponível a partir do dia 22.

Número de beneficiados do projeto atende da Acinpode cai drasticamente

Apesar do aumento na procura, o número de beneficiados pelo projeto “Atende” da Acinpode, (Associcao de Cooperacao e integração dos portadores de deficiência de João Monlevade caiu pela metade. Segundo a entidade, em torno de 20 pessoas eram atendidas por dia e hoje este número não chega a 10. De acordo com o presidente da Acinpode, Elias Gonçalves, isso ocorre por falta recursos humanos para administrar a demanda que cresceu cerca de 30%. “Desde janeiro três funcionários cedidos pela Prefeitura já passaram pela Associação, mas a entidade pretende buscar na sociedade apoio financeiro para que a Acinpode tenha receita para contratar um funcionário próprio”, diz.
No ultimo dia dois, 65 pessoas participaram de uma reunião da associação para discutir os trabalhos da entidade. Uma das propostas para este ano é trabalhar na inserção do deficiente no mercado de trabalho. Uma das ferramentas para isso será o site http://www.acinpode.com/ lançado recentemente.

Escola Estadual Manoel Loureiro é primeira colocada no Proeb

A escola estadual Manoel Loureiro, do bairro Novo Cruzeiro, em João Monlevade, conquistou o 1º lugar no município no Proeb (Programa de Avaliação da Educação Básica). O bom desempenho foi conquistado pelos alunos do 5º ano.
Em 2007, o índice alcançado em Português foi de 228,9 pontos, já em 2008, quando foi realizada a medição, subiu para 247. Em matemática, o crescimento foi ainda maior, passando de 225,5 para 291,1.

PRF prende três monlevadenses por dirigir embriagados

Quatro motoristas e dois motociclistas foram flagrados alcoolizados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) de João Monlevade no último domingo. Eles foram presos por apresentarem mais de 0,30 miligramas de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões. A primeira abordagem ocorreu no km 326 da BR-381 em Nova Era, por volta das 10 da manhã. De acordo com a PRF, Ronivaldo Xavier Henrique, de 30 anos, conduzia a motocicleta Titan placas GYY-4912. Ao ser submetido ao teste do etilometro, foi constatado que o motociclista havia ingerido bebida alcoolica. Além disso, ele não possui carteira de habilitação. Ronivando foi levado para a delegacia de Nova Era. Já na BR-262 três motoristas foram presos no km 191.

Mauri Torres diz que apóia duplicação da BR-381

O deputado Estadual e líder do Governo Aécio Neves na Assembléia, Mauri Torres (PSDB) apóia a duplicação da BR-381. Segundo Mauri, que foi mal interpretado em uma de suas declarações na ALMG sobre o tema, ele é um dos principais motivadores da duplicação. Tanto é que o governador Aécio Neves (PSDB) propôs ao presidente Lula que o Governo do Estado duplicasse a BR-381 no lugar do Governo Federal. Lula negou a proposta.
Na reunião da ALMG, Mauri disse que do jeito que as coisas funcionam, ele provavelmente morreria sem ver a duplicação do trecho entre Monlevade e São Gonçalo. Porém, a fala foi justamente para aguçar a luta dos políticos da região e da comunidade, já que tantas promessas foram feitas e nenhuma atitude tomada.
Segundo a comissão da Aempi que foi a Brasília, a ANTT deve ficar responsável pela obra e não o Dnit. Com a decisão, a BR-381 deve ser privatizada com cobrança de pedágios, um deles, no trecho de Monlevade.



Guilherme Nasser quer ônibus a R$ 1,00 nos bairros da parte baixa da cidade

Depois de propor à Prefeitura que mudasse o itinerário da linha 43 para atender as pessoas mais carentes, indo do Santa Cecília ao P.A, em vez de ir à Rodoviária, o vereador Guilherme Nasser (PSDB) agora apresentou um requerimento na Câmara, que propõe a ampliação do ônibus com a tarifa social para atender os bairros Centro Industrial, Jacuí, Amazonas, Timbiras e Santa Cruz.
O parlamentar considerou que os moradores daquela região também devem ser lembrados e o ônibus de um real seria um grande benefício. Ao comentar sobre o requerimentode Guilherme, o vereador Belmar Diniz, do PT, afirmou que é preciso planejar os horários em que o ônibus passaria na região, para não coincidir com o horário em que funcionários da Arcelor Mittal saem do trabalho.

Legenda: O vereador Guilherme Nasser disse que o ônibus seria uma forma de valorizar os bairros da parte baixa da cidade.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Minha participação hoje no Trem das 10

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Thiago, agora a pouco no jornal da Cultura você falava da possibilidade do hospital Margarida contar com um plano de saúde da Santa Casa....

Exatamente. Nós recebemos um contato da direção da Santa Casa, em Belo Horizonte, e eles nos informaram que enviaram uma proposta de convênio com o hospital Margarida há pouco mais de 50 dias. Esse plano de saúde seria acessível a pessoas de baixa renda. Agora a administração do hospital, através do provedor Lucien Marques, têm a missão de verificar se o plano é viável e implantar se estiver tudo ok. Eu vejo o plano como uma boa oportunidade para todos os lados. Ganham os médicos que terão que atender menos pacientes pelo SUS, já que uma parcela poderá adquirir o plano mais barato. Ganha o Margarida pelo mesmo motivo. Ganha a Unimed que, com a concorrência, certamente vai fazer de tudo para mostrar ao cliente as vantagens de ter um plano com a empresa e, principalmente, ganha a população que passa a ter direito de escolher entre dois planos oferecidos no Margarida. Agora, Carlos, a decisão será da administração, através do Lucien Marques e do corpo clínico. A gente sabe que existe um monopólio hoje lá dentro, mas esperamos que os médicos que compõe o corpo clinico tenham essa capacidade de entender que será um benefício para todos e aprovem o convênio com a Santa Casa.

Campanha da fraternidade... Thiago, este ano o tema é paz é fruto da Justiça. Qual sua visão sobre o assunto?

Bem Carlos, a campanha da fraternidade, realizada todos os anos pela CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) é uma das mais importantes e mais organizadas discussões sobre temas que realmente merecem reflexão. A campanha da Fraternidade é o um dos mais positivos exemplos de debate politicamente correto e que consegue reunir pessoas de todas as classes e sexos em torno de um tema central em todo o país. Este ano o tema paz é fruto da Justiça merece toda a nossa atenção. Vivemos em um mundo cada vez mais individualista. Com um apego ao consumo terrível. E, por isso, a paz é deixada de lado em nome de interesses pessoais. Esse tipo de comportamento acaba levando, consequentemente, a ações de injustiça. Por isso, é realmente importante o debate em torno deste tema e a participação da comunidade é essencial. É a partir do momento em que as pessoas passam a refletir sobre os temas que afligem a sociedade, discutir e, depois, agir, que as coisas podem realmente mudar para melhor.

BR-381. Várias lideranças políticas vão a Brasília buscar uma solução para a duplicação. Agora, qual o impasse? Por que a duplicação ainda não saiu do papel?

Essa é a pergunta que ninguém sabe responder. O Governo Lula, através do Dnit, gastou uma fortuna com o projeto de duplicação. Foram 10 milhões de reais gastos simplesmente para planejar, no papel, como ficará a BR-381, também conhecida como rodovia da morte, após a duplicação. Mas, a obra mesmo, que foi prometida diversas vezes, não sai do papel. O importante é que nunca tantos políticos fizeram pressão para o obra sair. A Dorinha Machado, presidente da Câmara de Monlevade e o Raimundo Barcelos (Nozinho), prefeito de São Gonçalo e presidente da Amepi, lideram uma comitiva que vai a Brasília cobrar do Governo Lula a obra. Porque o Governo gastou dinheiro público e depois voltou atrás e decidiu que deveria privatizar. O que acontecerá se privatizar? Segundo cálculos, a empresa que vencer terá de cobrar dos motoristas, a cada 100 quilometros, pedágios de 6 a 15 reais na rodovia. Agora, se o Governo fizer a duplicação e depois privatizar, esse valor cai para um real e dez centavos. Uma diferença enorme. Agora, eu vejo como uma obrigação moral do Governo Lula duplicar a BR-381. O tanto de impostos que a gente paga já dava para ter duplicado essa BR dezenas de vezes.

Thiago a AMM articula a paralisação das prefeituras de Minas Gerais por causa da queda do FPM. A Prefeitura de Monlevade afirmou que não vai aderir. Qual a sua opinião?

Deve ser porque a Prefeitura de Monlevade não está ligando para a queda. O que acontece é que a arrecadação com o Fundo de Participação dos Municípios, FPM caiu em praticamente todas as cidades de MG. Por isso, a Associação Mineira dos Municípios (AMM) articula paralisação das prefeituras no dia 15 de abril em protesto contra a queda nos repasses do Fundo. A Prefeitura de Monlevade informou que não vai aderir – apesar dessa dificuldade toda.

Enquanto isso... o deputado do PV, que apoiou o prefeito Gustavo Prandini campanha, deputado José Fernando, prepara um projeto que pode beneficiar prefeituras da região, mas prejudicar João Monlevade. Ele quer mudar o cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Hoje, ele é calculado apenas com base na população. O pevista quer a área territorial e renda per capita. Monlevade, certamente, não estaria entre as beneficiadas, pelo contrário. Vamos aguardar, mas é polêmica à vista!

terça-feira, 17 de março de 2009

Não combina

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Hoje li um texto do jornalista Luis Ernersto Guimarães que me deixou tremendamente surpreso com o posicionamento de uma pessoa que, apesar do que escreveu, continuo respeitando como sempre.

Na opinião de Ernersto, no texto “o jornalismo de Tavim”, “defenestrações gratuitas e oportunistas assolam parte da imprensa de nossa querida cidade”. Ele prossegue afirmando. “o que muito me entristece, pois ver bons neurônios se queimando por interesses pessoais é triste”.

Luis Ernersto está assessor de Comunicação do Governo Prandini. Trabalhou na assessoria de Comunicação do ex-prefeito Carlos Moreira. Também atuou como assessor de Comunicação da gestão Zezinho Despachante na Câmara.

O que ele parece criticar, pelo menos foi o que eu entendi no texto, são as denúncias de alguns jornalistas da cidade sobre o atual governo. Normal, que o Ernersto defenda o governo que ele atua. Afinal de contas, ele é pago para isso.

Mas não combina com sua educação, esta indiscutível, sua proposta de julgar o que é ou não “bom jornalismo” ou “mau jornalismo”. Também não combina criticar seus colegas de profissão generalizando, principalmente, ocupando um cargo público.

Ele poderia muito bem ter citado nomes. E, sem demagogia, ficaria feliz em ver o meu nome ali, naquela coluna de opinião. Afinal de contas, quem emite opinião, como faço, deve estar preparado para ver discordâncias. Aprender com elas.

E claro, a exposição de Tavim é, realmente, um momento oportuno. Uma boa oportunidade de reflexão para todos, sobre a conjugação do fazer jornalismo romântico, competente e tradicional, aliado à qualidade artística e cultural.

Também me entristece ver bons neurônios se queimando por interesses pessoais. Quem sabe um dia veremos estas pessoas fazendo algo diferente. Queimando seus neurônios por interesses altruístas.


Ele prejulgou que tais notícias e artigos são motivados por interesses pessoais, não públicos.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Dia Mundial do Consumidor

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Em 15 de março de 1962 o presidente dos Estados Unidos da América, John Kennedy, instituiu o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor que foi comemorado ontem. Essa ideia causou grande impacto, não-somente naquele país, mas em todo o mundo. São quatro os direitos fundamentais do consumidor. O Direito à Segurança ou proteção contra a comercialização dos produtos perigosos à saúde e à vida – em que foram criadas leis de proteção ao consumidor com a inclusão de produtos corrosivos, inflamáveis e radioativos. O Direito à Informação, em que os aspectos gerais da propaganda e a necessidade das informações sobre o próprio produto e sua melhor utilização passaram a ser considerados. O Direito à Opção, dando combate aos monopólios e às leis antitrustes e considerando a concorrência e a competitividade como fatores favoráveis ao consumidor. O Direito a ser Ouvido, que passou a considrar os interesses dos consumidores na hora de elaborar políticas governamentais e de procedimentos de regulamentação.

Muitos progressos foram sentindos no decorrer dos anos. O mais novo é o direito à portabilidade, que começou com os aparelhos celular e agora estdenerá para os planos de saúde.

Apesar disso, muito ainda precusa ser conquistado. A Lei do Call Center, o atendimento via telefone não é obedecida. A Lei da fila nos bancos, tampouco. E isso só vai mudar quando o cliente passar a cobrar pra valer. E essa cobrança tem de ser via Procon, levando as empresas à responder por processos judiciais. Infelizmente, o mercado sempre busca uma forma de driblar os direitos do consumidor. E, igualmente desolador, é constatar que as empresas só cumprem à risca as determinações quando são multadas.

O ideal seria as empresas oferecerem produtos e serviços que nao só agradem os consumidores, como também respeitem seus direitos. Enquanto isso não acontece, o jeito é reclamar e reclamar judicialmente.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Com otimismo em excesso, governo parece alienado

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PESSIMISMO NÃO é coisa que se espera de autoridades que se dispõem a tratar do desempenho da economia em público. Mas parecer estuporado ou estupidificado é contraproducente até para o patrimônio político de quem propaga eufemismos e otimismos abilolados. Para o público medianamente informado, há o risco de que autoridades torcendo nas arquibancadas do PIB pareçam alienadas ou desvairadas. Ontem, dava vontade de dizer, parafraseando a torcida do Corinthians, "ali tem um bando de loucos". Ou de espertos do avesso.

O ministro fulano "admite" que será "difícil" crescer 4% em 2009. Já começa a ficar difícil crescer 0,4%, um décimo disso. Segundo os dados sobre o PIB divulgados ontem pelo IBGE, se a economia ficar estagnada até o final do ano, o PIB na verdade vai encolher 1,5%, coisa que se viu por aqui pela última vez nos tempos sombrios de Fernando Collor.

Por ora é exagero dizer que a economia ficará estagnada nos quatro trimestres de 2009. Mas é provável que o país não cresça nada já neste primeiro trimestre. Nada em relação ao desastre do trimestre final de 2008, quando o PIB encolheu 3,6% (ante o trimestre anterior). Isto é, trata-se de tragédia multiplicada.Os primeiros indicadores de fevereiro relativos ao desempenho da indústria apontam para um resultado tão ruim como os de novembro, dezembro e janeiro. Se comparados aos dados de fevereiro de 2008, sugerem tombos semelhantes aos que vimos em dezembro e janeiro, retrações de mais de 10%, por baixo. É o que antecipam dados como tráfego de caminhões pesados, consumo de energia e produção das montadoras.Como previsões baseadas em estatísticas são apenas uma amostra geral do estado da produção das fábricas, ancoradas no comportamento passado da indústria, pode ser que exista algum coelho escondido nesse mato (um coelho magro, nas matas amazônicas). Mas, pelo andar da carruagem, a indústria deve estagnar no trimestre (em relação ao trimestre final de 2009).

Não houve notícia boa nos dados do PIB divulgados ontem. Seria bom que fossem apenas notícias ruins e velhas, mas tivemos ainda novidades lamentáveis. O "consumo das famílias" (o consumo privado, afora empresas) caiu 2% em relação ao trimestre final de 2008. Isso com a massa salarial ainda crescente. E é bem improvável que a massa salarial continue a crescer. O desemprego apenas começou a aumentar. Embora horrível, a queda do investimento era esperada.

A baixa antecipada do consumo das famílias completa um trio de calafrios. As concessões de novos empréstimos pelos bancos vinha caindo, as exportações continuam caindo ao ritmo chocante de mais de 20% (em relação a 2008) e, agora, os consumidores parecem ainda mais chocados do que o previsto (por medo do futuro, por desemprego, por falta de crédito etc.). E o crédito não deve melhorar com desemprego e inadimplência crescendo e o mundo ainda em transe. O juro para o consumidor ficará ainda nas alturas. O comércio mundial ainda definha.O mercado dava ontem de lambuja um corte de 1,25 ponto na Selic. Se o Banco Central cortar menos, estará pedindo para o mercado "maneirar". E estará pedindo encrenca.

Vinícios Torres Freire - hoje, na Folha.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Mais igualdade

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Na semana da mulher um fato chocou o Mundo e criou um grande conflito ideológico na Igreja Católica. Uma menina de nove anos, que há três era constantemente estuprada pelo padrasto, assim como sua irmã, de 14, engravidou. A mãe autorizou o aborto, condenado pela Igreja, e tanto ela como os médicos acabaram excomungados.

A decisão da Igreja causou indignação de parte da opinião pública. Diversas pessoas manifestaram contrariedade à excomunhão da mãe da menina e do médico que realizou o aborto. Mas, também houve pessoas que defenderam a decisão da instituição religiosa.

Não quero entrar no mérito do quem está certo ou errado. Apenas quero chamar a atenção para o quanto a mulher é importante e merece mais respeito e valorização da comunidade e, sobretudo, do homem. Ela está sujeita a homens estupradores, a um mercado de trabalho que ainda discrimina e a uma classe política que não incentiva sua participação com mesma igualdade de oportunidades que o sexo oposto.

Ainda prevalece um machismo velado e injustificável. As mulheres, além de trabalharem fora hoje, têm de continuar sua jornada de trabalho após o serviço formal em casa, pois não recebem ajuda do companheiro. São obrigadas a cuidar dos filhos praticamente sozinhas, salvo raras exceções. Algumas apanham de maridos bêbados e violentos. E muitas acabam se tornando o arrimo da família, após as separações.

A mulher é o que há de melhor e mais perfeito na raça humana. Se os conselhos militares fossem formados apenas por mulheres, provavelmente nenhuma guerra teria sido explodida no mundo. As pessoas viveriam com mais alegria. Nós, homens, nos sentiríamos mais seguros. Por isso é preciso deixar o egoísmo de lado e aplaudir as mulheres, dando a elas igualdade de oportunidade e respeitando seus limites.

E essa falsa imagem de sexo frágil deve ser lembrada apenas em um momento: quando um homem levantar a mão para agredir uma mulher. Apenas ali. Em todo o resto a mulher é mais forte e mais necessária que nós, homens. E por isso, a harmonia deve prevalecer sem que ultrapassemos os limites.

Termino minha crônica de hoje com um pequeno parágrafo de Henrique de Shivas que ilustra bem a força e a necessidade da mulher em sociedade. “O homem sempre busca um colo de mulher para deitar; um carinho para sonhar; e uma lágrima para pensar em quanta dor ela apazigua no toque; em quanta magia ela encanta no olhar; e quantas tristezas ela abafa no peito. Nossas paixões são imagens maternas; nós, homens, somos carentes eternos de cuidados maternos”.

quarta-feira, 4 de março de 2009

A morte vermelha

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A 'Morte Vermelha' já há muito que devastara o país. Jamais peste alguma fora tão fatal, tão hedionda. O sangue era o seu avatar e o seu selo ¬- o vermelho e o horror do sangue. Eram as dores agudas e as súbitas vertigens e depois as profusas hemorragias pelos poros, com a consequente dissolução das pessoas.

As manchas escarlates por sobre o corpo e especialmente sobre o rosto da vítima eram a bandeira da peste que lhe fechava todas as portas do auxílio e da simpatia dos seus semelhantes. E a contracção da doença, o seu avanço e a sua conclusão fatal resumia-se a uma questão de meia hora.

Mas o Príncipe Prospero era feliz, intrépido e perspicaz. Quando os seus domínios estavam já meio despovoados chamou à sua presença um milhar de amigos saudáveis e alegres de entre os cavaleiros e as damas da sua corte e retirou-se juntamente com eles para a profunda reclusão de uma das suas abadias acasteladas. Era um edifício enorme, esplendoroso, criação do próprio gosto excêntrico, porém majestoso, do Príncipe. Estava rodeada de uma muralha forte e grandiosa com portões de ferro. Depois de entrarem, os cortesãos serviram-se de fornalhas e martelos e soldaram os fechos. Resolveram barricar-se contra súbitos impulsos de desespero exterior e impedir qualquer saída aos frenesis do interior. A abadia foi amplamente abastecida. Com tais precauções os cortesãos bem podiam lançar o desafio ao contágio. O mundo exterior que se arranjasse como pudesse. Entretanto, era um disparate as pessoas afligirem-se ou pensarem. O príncipe tinha fornecido todos os acessórios de prazer. Havia bobos, havia repentistas, havia bailarinas, havia músicos, havia Beleza, havia vinho. Lá dentro havia tudo isto e a segurança. Lá fora era a 'Morte Vermelha'por toda a parte.Foi nos fins do quinto ou sexto mês de reclusão, e quando a peste lá fora andava mais violentamente enfurecida, que o Príncipe Prospero, para entretenimento dos seus milhares de amigos, organizou um baile de máscaras do mais invulgar esplendor.

Foi um espectáculo voluptuoso, aquela mascarada. Mas primeiro deixem-me falar-vos das salas onde se realizou. Eram sete, uma série imperial. Em muitos palácios, contudo, estas séries constituem longas galerias quando as portas recolhem para as paredes de ambos os lados, de modo que a visão de toda a extensão é quase completa. Aqui o caso era muito diferente; como era de esperar do gosto do duque pelo bizarre. Os salões estavam dispostos de maneira tão irregular que a visão quase só abrangia um de cada vez. De vinte ou trinta em vinte ou trinta metros havia um súbito desvio e depois de cada cotovelo um novo efeito. Para a esquerda e para a direita, no meio de cada parede, uma janela gótica alta e estreita abria-se para um corredor fechado que acompanhava os meandros da série. Estas janelas tinham vitrais, cujas cores variavam de acordo com a tonalidade prevalecente nas ornamentações da sala para que se abriam. A do extremo oriental, por exemplo, era azul - e azuis vivas eram as janelas. A segunda sala era de cor púrpura nas suas decorações e tapeçarias e aqui de cor púrpura eram os vitrais. A terceira era toda verde e verdes eram também as janelas. A quarta estava decorada e era iluminada por uma janela cor de laranja - a quinta, branca - a sexta, violeta. A sétima sala estava rigorosamente coberta de tapeçarias de veludo preto que pendiam de todo o tecto e desciam pelas paredes e caíam em pesados folhos sobre uma carpete do mesmo material e tonalidade. Mas só nesta sala as cores das janelas não correspondiam às decorações. As vidraças aqui eram escarlates - uma intensa cor de sangue. Ora em nenhuma destas sete salas, por entre aquela profusão de ornamentos dourados que estavam espalhados por aqui e por ali ou pendentes do tecto, havia qualquer candeeiro ou candelabro. Não havia luz de qualquer espécie, de candeeiro ou de vela dentro daquela série de salas. Mas nos corredores que as rodeavam, havia, em frente a cada janela um pesado tripé com uma braseira brilhante que projectava os seus raios através do vidros pintados e assim iluminava a sala de uma maneira ofegante. E assim se produzia uma quantidade de efeitos espalhafatosos. Mas na sala ocidental ou sala negra o efeito da luz do fogo que fluía sobre as escuras tapeçarias através das vidraças cor de sangue era extremamente sinistra e emprestava um efeito tão estranho à expressão daqueles que lá entravam que poucos do grupo dos dançarinos havia que se atreviam a pôr o pé dentro daquele recinto mágico.

Era também nesta sala que se encontrava, encostado à parede poente, um gigantesco relógio de ébano. O seu pêndulo balançava de um lado e para o outro com um tique-taque lúgubre e monótono; e quando o ponteiro dos minutos completava uma volta ao mostrador e o relógio ia dar as horas, dos seus pulmões de latão saía um som claro e alto e extremamente musical, mas também com uma nota e uma ênfase que, a cada lapso de uma hora os músicos da orquestra se viam obrigados a fazer uma pausa momentânea na sua execução para escutar aquele som; e assim os que andavam a valsar eram forçados a parar as suas evoluções; e havia uma certa confusão em todo o alegre grupo; e enquanto as badaladas continuavam a soar observava-se que os mais levianos empalideciam e os mais idosos e mais calmos passavam a mão pela testa como se num confuso sonho ou meditação. Mas depois de os ecos cessarem completamente, um leve riso perpassava logo por toda a assembleia; os músicos olhavam uns para os outros e sorriam como se do próprio nervosismo e alegria, e faziam votos sussurrados uns aos outros de que as badaladas seguintes do relógio não lhes produziriam tal emoção; e depois do lapso de sessenta minutos (que contêm três mil e seiscentos segundos do Tempo que voa), vinham mais badaladas do relógio e depois a mesma confusão e tremor e meditação como antes.

Mas, a despeito destas coisas, era uma festa alegre e majestosa. Os gostos do duque eram muito peculiares. Tinha um belo olho para as cores e os efeitos. Ignorava a decora da mera moda. Os seus planos eram temerários e impetuosos, e as suas ideias brilhavam com um fulgor bárbaro. Alguns pensariam que ele era louco. Os seus cortesãos sentiam que não. Mas era preciso ouvi-lo e vê-lo e tocá-lo para se ter a certeza de que não era.

Foi ele que em grande parte orientou o embelezamento do mobiliário das sete salas para esta grande fête; e foram os seus próprios gostos que caracterizaram os mascarados. Podem ter a certeza de que eram grotescos. Havia muito brilho e esplendor e picante e fantasia - muito daquilo que desde então se tem visto em 'Hermany'. Havia figuras verdadeiramente grotescas com membros e formas incongruentes.

Havia fantasias delirantes tais como as da loucura. Havia beleza, licenciosidade, e muito de bizarre, algo do terrível e não pouco daquilo que provocava nojo. De um lado para o outro, nas sete salas como que vagueava de facto uma quantidade de sonhos. E estes - os sonhos - contorciam-se tomando a tonalidade das salas e fazendo com que a música estranha da orquestra parecesse o eco dos seus passos. E daqui a pouco tempo lá toca o relógio de ébano no hall do veludo. E então, por momentos, tudo fica parado e tudo é silêncio excepto a voz do relógio. Os sonhos ficam paralisados, como que gelados, onde estão. Mas os ecos das badaladas esvaem-se - duraram apenas um instante - e um leve riso meio reprimido soa depois delas quando se vão. E agora a música aumenta e os sonhos revivem e vagueiam para um lado e para o outro mais alegremente que nunca tomando as cores dos variegados vitrais através dos quais correm os raios dos tripés com o fogo. Mas para aquela sala que das sete fica mais para poente não há agora ninguém que se atreva a ir; pois a noite começa a dissipar-se; e lá flutua uma luz mais avermelhada através das vidraças cor de sangue; e o negro das lúgubres tapeçarias horrorizam; e àquele que põe o pé sobre a lúgubre carpete chega, vindo de perto do relógio de ébano um toque mais solenemente enfático do que quaisquer daqueles que alcançam os ouvidos dos que se entregam às alegrias mais remotas das outras salas.

Mas estas outras salas estavam densamente povoadas e nelas o coração da vida batia febrilmente. E a festa continuava a girar até que finalmente começaram a soar as badaladas da meia-noite no relógio. E então a música calou-se, como já disse; e o rodopiar dos valsadores parou; e houve uma inquieta cessação de todas as coisas, tal como antes. Mas agora eram doze as badaladas que soariam no relógio; e assim, aconteceu talvez que, com mais tempo, mais pensamento se instalou nas meditações dos pensativos de entre aqueles que se divertiam. E também assim aconteceu talvez que antes de os ecos das últimas badaladas terem completamente mergulhado no silêncio, muita gente do grupo teve ocasião de notar a presença de uma figura mascarada que ainda não tinha chamado a atenção de ninguém. E tendo-se espalhado em sussurros o rumor desta nova presença, ergueu-se finalmente de toda a companhia um burburinho, ou um murmúrio, que exprimia censura e surpresa - e por fim terror, horror e nojo.Numa reunião de fantasmas como a que eu descrevi, pode-se facilmente imaginar que só uma aparição extremamente invulgar poderia suscitar tal sensação. Na verdade, naquela noite quase todas as máscaras eram permitidas, mas a figura em questão tinha ultrapassado a própria extravagância de Herodes e tinha ido mesmo além das fronteiras do indefinido decoro do príncipe. Há cordas nos corações dos mais cruéis que não se deixam tocar sem emoção. Mesmo para aqueles que estão completamente depravados e para quem a vida e a morte são igualmente objecto de gracejos, há questões com que não se pode brincar. Todo o grupo parecia de facto agora sentir bem fundo que não havia no vestuário e na postura daquele estranho nem gosto nem decoro. A figura era alta e magra e estava amortalhada dos pés à cabeça. A máscara que lhe ocultava o rosto imitava de tal maneira a expressão hirta de um cadáver que o mais minucioso exame teria dificuldade em detectar o artifício. Porém tudo isto podia ter sido aceite, e mesmo aprovado, pelos alegres libertinos. Mas o mascarado chegara ao ponto de adoptar o tipo da Morte Vermelha. As suas vestes estavam salpicadas de sangue - e a sua larga testa, com todos os traços do rosto, estava coberta de pingos do horror escarlate.

Quando os olhos do Príncipe Prospero caíram sobre esta imagem espectral (que com um movimento lento e solene, como que para melhor sustentar o seu rôle, caminhava de um lado para o outro por entre os valsadores) viram-no abalado nos primeiros momentos, com forte arrepio de terror ou de repugnância; mas logo a seguir a testa ficou-lhe vermelha de raiva.“Quem é que se atreve - perguntou ele em voz rouca aos cortesãos que estavam perto de si - “quem é que se atreve a insultar-nos com esta macaquice blasfema? Agarrem-no e desmascarem-no - para que possamos saber quem é que teremos de enforcar nas ameias ao nascer do sol!”Foi na câmara nascente ou azul onde se encontrava que o Príncipe Prospero pronunciou estas palavras. Elas soaram fortes e claras por todas as sete salas, pois o príncipe era um homem impetuoso e robusto e a música tinha-se calado a um sinal da sua mão.

Era na sala azul que o príncipe se encontrava rodeado de um grupo de pálidos cortesãos. Primeiro, quando ele falou, houve um ligeiro movimento precipitado deste grupo em direcção ao intruso, que nesse momento, estava também muito próximo e agora, com um passo determinado e pomposo se aproximava do príncipe. Mas por um certo terror inominado com o qual a audácia louca do mascarado tinha inspirado todo o grupo, não houve nenhum que estendesse o braço para o agarrar; e assim desimpedido o caminho ele passou a uma jarda da pessoa do príncipe; e, enquanto a vasta assembleia, como que num só impulso, se afastava dos centros das salas para as paredes, ele continuava sem obstáculos, mas no mesmo passo medido e solene que logo o distinguira no princípio, da sala azul para a vermelha - da vermelha para a verde - da verde para a cor de laranja - desta outra vez para a branca - e mesmo daqui para a violeta, sem que um só movimento determinado se tivesse desenhado para o prender. Foi então, contudo, que o Príncipe Prospero, louco de raiva e de vergonha da sua própria cobardia momentânea, se precipitou apressadamente pelas seis salas, sem que ninguém o seguisse pois um terror mortal tinha-os invadido a todos. Brandia um punhal desembainhado e aproximara-se com rápida impetuosidade até cerca de um metro da figura que recuava, quando esta, chegada ao extremo da sala de veludo, se voltou subitamente para confrontar o seu perseguidor. Ouviu-se um grito agudo, e o punhal caiu a brilhar sobre a carpete negra onde, instantes depois, o Príncipe Próspero caiu morto. Então, reunindo a violenta coragem do desespero um grande grupo de mascarados precipitou-se para a sala negra e agarrando o intruso, cuja alta figura continuava erecta e imóvel na sombra do relógio de ébano, e ficaram todos aterrorizados ao descobrir que a mortalha e a máscara de cadáver, que eles tinham agarrado com rudeza e violência, não continha qualquer conteúdo humano.
E assim se reconheceu a presença da Morte Vermelha. Tinha vindo de noite como um ladrão. E um a um, todos os mascarados caíram nas salas onde se divertiram, agora inundadas de sangue, e todos morreram na postura desesperada da sua queda. E a vida do relógio de ébano finou-se com a do último dos mascarados. E as chamas dos tripés extinguiram-se. E as Trevas e a Ruína e a Morte Vermelha estabeleceram o seu domínio ilimitado sobre todas as coisas. (Edgar Alan Poe)
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segunda-feira, 2 de março de 2009

A caneta na mão do prefeito

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Uma consulta do jornal Folha de São Paulo com líderes sindicais e especialistas que estudam o movimento no país, aponta que os sindicatos estão despreparados para lidar com a crise econômica e defender o trabalhador no momento em que ele mais precisa. O principal problema apontado é o atrelamento ao Governo.

Para os especialistas no assunto, a reação dos sindicatos é tímida diante da onda de demissões que ocorre desde dezembro do ano passado. Em Monlevade, estima-se que mais de 2.400 pessoas foram demitidas até o mês passado, segundo dados oficiais do CAT/Sine.

E o problema sindical não é um “privilégio” apenas do setor privado. No setor público é visível a ligação explícita, aqui em Monlevade, da atual presidente do Sintramon, Nair de Cássia, com o prefeito Gustavo Prandini. A cumplicidade entre os dois é tão evidente que os próprios servidores públicos já parecem ter perdido a esperança de haver uma participação maior nas discussões sobre a data-base, que é quando o salário dos funcionários públicos é fixado. Para a grande parte, o assunto já está decidido entre o Sintramon e a Prefeitura, o resto será só cumprimento de questões burocráticas e muito teatro.

Quando era oposição, o agora prefeito Gustavo Prandini defendia aumento real de 30% aos servidores. Por isso, é grande a expectativa de que ele cumpra aquilo que dizia há alguns meses.


Independente da decisão que tomar, Prandini ficará numa situação difícil, criada por ele mesmo. Se não der o aumento que prometia, posará de mentiroso. Se der, pode comprometer o orçamento da Prefeitura, que já consome 40% de seus rendimentos com folha salarial.

De um lado está o interesse dos servidores. Do outro, o interesse de todo o restante da população. E a caneta, na mão do prefeito.
 
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