segunda-feira, 30 de março de 2009

Minha participação hoje no Trem das 10

Thiago, agora a pouco no jornal da Cultura você falava da possibilidade do hospital Margarida contar com um plano de saúde da Santa Casa....

Exatamente. Nós recebemos um contato da direção da Santa Casa, em Belo Horizonte, e eles nos informaram que enviaram uma proposta de convênio com o hospital Margarida há pouco mais de 50 dias. Esse plano de saúde seria acessível a pessoas de baixa renda. Agora a administração do hospital, através do provedor Lucien Marques, têm a missão de verificar se o plano é viável e implantar se estiver tudo ok. Eu vejo o plano como uma boa oportunidade para todos os lados. Ganham os médicos que terão que atender menos pacientes pelo SUS, já que uma parcela poderá adquirir o plano mais barato. Ganha o Margarida pelo mesmo motivo. Ganha a Unimed que, com a concorrência, certamente vai fazer de tudo para mostrar ao cliente as vantagens de ter um plano com a empresa e, principalmente, ganha a população que passa a ter direito de escolher entre dois planos oferecidos no Margarida. Agora, Carlos, a decisão será da administração, através do Lucien Marques e do corpo clínico. A gente sabe que existe um monopólio hoje lá dentro, mas esperamos que os médicos que compõe o corpo clinico tenham essa capacidade de entender que será um benefício para todos e aprovem o convênio com a Santa Casa.

Campanha da fraternidade... Thiago, este ano o tema é paz é fruto da Justiça. Qual sua visão sobre o assunto?

Bem Carlos, a campanha da fraternidade, realizada todos os anos pela CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) é uma das mais importantes e mais organizadas discussões sobre temas que realmente merecem reflexão. A campanha da Fraternidade é o um dos mais positivos exemplos de debate politicamente correto e que consegue reunir pessoas de todas as classes e sexos em torno de um tema central em todo o país. Este ano o tema paz é fruto da Justiça merece toda a nossa atenção. Vivemos em um mundo cada vez mais individualista. Com um apego ao consumo terrível. E, por isso, a paz é deixada de lado em nome de interesses pessoais. Esse tipo de comportamento acaba levando, consequentemente, a ações de injustiça. Por isso, é realmente importante o debate em torno deste tema e a participação da comunidade é essencial. É a partir do momento em que as pessoas passam a refletir sobre os temas que afligem a sociedade, discutir e, depois, agir, que as coisas podem realmente mudar para melhor.

BR-381. Várias lideranças políticas vão a Brasília buscar uma solução para a duplicação. Agora, qual o impasse? Por que a duplicação ainda não saiu do papel?

Essa é a pergunta que ninguém sabe responder. O Governo Lula, através do Dnit, gastou uma fortuna com o projeto de duplicação. Foram 10 milhões de reais gastos simplesmente para planejar, no papel, como ficará a BR-381, também conhecida como rodovia da morte, após a duplicação. Mas, a obra mesmo, que foi prometida diversas vezes, não sai do papel. O importante é que nunca tantos políticos fizeram pressão para o obra sair. A Dorinha Machado, presidente da Câmara de Monlevade e o Raimundo Barcelos (Nozinho), prefeito de São Gonçalo e presidente da Amepi, lideram uma comitiva que vai a Brasília cobrar do Governo Lula a obra. Porque o Governo gastou dinheiro público e depois voltou atrás e decidiu que deveria privatizar. O que acontecerá se privatizar? Segundo cálculos, a empresa que vencer terá de cobrar dos motoristas, a cada 100 quilometros, pedágios de 6 a 15 reais na rodovia. Agora, se o Governo fizer a duplicação e depois privatizar, esse valor cai para um real e dez centavos. Uma diferença enorme. Agora, eu vejo como uma obrigação moral do Governo Lula duplicar a BR-381. O tanto de impostos que a gente paga já dava para ter duplicado essa BR dezenas de vezes.

Thiago a AMM articula a paralisação das prefeituras de Minas Gerais por causa da queda do FPM. A Prefeitura de Monlevade afirmou que não vai aderir. Qual a sua opinião?

Deve ser porque a Prefeitura de Monlevade não está ligando para a queda. O que acontece é que a arrecadação com o Fundo de Participação dos Municípios, FPM caiu em praticamente todas as cidades de MG. Por isso, a Associação Mineira dos Municípios (AMM) articula paralisação das prefeituras no dia 15 de abril em protesto contra a queda nos repasses do Fundo. A Prefeitura de Monlevade informou que não vai aderir – apesar dessa dificuldade toda.

Enquanto isso... o deputado do PV, que apoiou o prefeito Gustavo Prandini campanha, deputado José Fernando, prepara um projeto que pode beneficiar prefeituras da região, mas prejudicar João Monlevade. Ele quer mudar o cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Hoje, ele é calculado apenas com base na população. O pevista quer a área territorial e renda per capita. Monlevade, certamente, não estaria entre as beneficiadas, pelo contrário. Vamos aguardar, mas é polêmica à vista!

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