segunda-feira, 2 de março de 2009

A caneta na mão do prefeito

Uma consulta do jornal Folha de São Paulo com líderes sindicais e especialistas que estudam o movimento no país, aponta que os sindicatos estão despreparados para lidar com a crise econômica e defender o trabalhador no momento em que ele mais precisa. O principal problema apontado é o atrelamento ao Governo.

Para os especialistas no assunto, a reação dos sindicatos é tímida diante da onda de demissões que ocorre desde dezembro do ano passado. Em Monlevade, estima-se que mais de 2.400 pessoas foram demitidas até o mês passado, segundo dados oficiais do CAT/Sine.

E o problema sindical não é um “privilégio” apenas do setor privado. No setor público é visível a ligação explícita, aqui em Monlevade, da atual presidente do Sintramon, Nair de Cássia, com o prefeito Gustavo Prandini. A cumplicidade entre os dois é tão evidente que os próprios servidores públicos já parecem ter perdido a esperança de haver uma participação maior nas discussões sobre a data-base, que é quando o salário dos funcionários públicos é fixado. Para a grande parte, o assunto já está decidido entre o Sintramon e a Prefeitura, o resto será só cumprimento de questões burocráticas e muito teatro.

Quando era oposição, o agora prefeito Gustavo Prandini defendia aumento real de 30% aos servidores. Por isso, é grande a expectativa de que ele cumpra aquilo que dizia há alguns meses.


Independente da decisão que tomar, Prandini ficará numa situação difícil, criada por ele mesmo. Se não der o aumento que prometia, posará de mentiroso. Se der, pode comprometer o orçamento da Prefeitura, que já consome 40% de seus rendimentos com folha salarial.

De um lado está o interesse dos servidores. Do outro, o interesse de todo o restante da população. E a caneta, na mão do prefeito.
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