segunda-feira, 9 de março de 2009

Mais igualdade

Na semana da mulher um fato chocou o Mundo e criou um grande conflito ideológico na Igreja Católica. Uma menina de nove anos, que há três era constantemente estuprada pelo padrasto, assim como sua irmã, de 14, engravidou. A mãe autorizou o aborto, condenado pela Igreja, e tanto ela como os médicos acabaram excomungados.

A decisão da Igreja causou indignação de parte da opinião pública. Diversas pessoas manifestaram contrariedade à excomunhão da mãe da menina e do médico que realizou o aborto. Mas, também houve pessoas que defenderam a decisão da instituição religiosa.

Não quero entrar no mérito do quem está certo ou errado. Apenas quero chamar a atenção para o quanto a mulher é importante e merece mais respeito e valorização da comunidade e, sobretudo, do homem. Ela está sujeita a homens estupradores, a um mercado de trabalho que ainda discrimina e a uma classe política que não incentiva sua participação com mesma igualdade de oportunidades que o sexo oposto.

Ainda prevalece um machismo velado e injustificável. As mulheres, além de trabalharem fora hoje, têm de continuar sua jornada de trabalho após o serviço formal em casa, pois não recebem ajuda do companheiro. São obrigadas a cuidar dos filhos praticamente sozinhas, salvo raras exceções. Algumas apanham de maridos bêbados e violentos. E muitas acabam se tornando o arrimo da família, após as separações.

A mulher é o que há de melhor e mais perfeito na raça humana. Se os conselhos militares fossem formados apenas por mulheres, provavelmente nenhuma guerra teria sido explodida no mundo. As pessoas viveriam com mais alegria. Nós, homens, nos sentiríamos mais seguros. Por isso é preciso deixar o egoísmo de lado e aplaudir as mulheres, dando a elas igualdade de oportunidade e respeitando seus limites.

E essa falsa imagem de sexo frágil deve ser lembrada apenas em um momento: quando um homem levantar a mão para agredir uma mulher. Apenas ali. Em todo o resto a mulher é mais forte e mais necessária que nós, homens. E por isso, a harmonia deve prevalecer sem que ultrapassemos os limites.

Termino minha crônica de hoje com um pequeno parágrafo de Henrique de Shivas que ilustra bem a força e a necessidade da mulher em sociedade. “O homem sempre busca um colo de mulher para deitar; um carinho para sonhar; e uma lágrima para pensar em quanta dor ela apazigua no toque; em quanta magia ela encanta no olhar; e quantas tristezas ela abafa no peito. Nossas paixões são imagens maternas; nós, homens, somos carentes eternos de cuidados maternos”.

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