O rombo imposto pela crise financeira começa a ser contabilizado nas cidades da região. Caiu em 66% a arrecadação estadual do Cfem (Contribuição Financeira pela Exploração Mineral). Para ficar mais claro, em dezembro, já em crise, eram recolhidos quase R$ 73 milhões, enquanto este mês foram apenas R$ 24 milhões conforme relatório fechado na semana passada pelo DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral).
Em Itabira, por exemplo, a receita com o Cfem caiu dos R$ 6,8 milhões em dezembro, para R$ 3,51 milhões em janeiro, uma queda de 48,5%. Mas a maior baixa mesmo ficou em Barão de Cocais. Caiu de R$ 1,17 milhão, para R$ 190 mil. Uma redução de 83,7%. O município de Santa Bárbara também sofre com a crise. A arrecadação do imposto caiu de R$ 680 mil para R$ 220 mil.
Além do Cfem, outras fontes de arrecadação do município foram reduzidas. Segundo o prefeito de Itabira, João Izael Querino, ele vai precisar retirar R$ 30 milhões do orçamento.
Em João Monlevade a imprensa continua sem informações da Prefeitura sobre os efeitos da crise. Fala-se em uma queda razoável, da ordem de 20%. Mas não é oficial. Segundo dados do CAT, mais de 740 pessoas pediram o seguro desemprego só este mês na cidade. De setembro para cá foram 2.432 pessoas demitidas em Monlevade.
Os dados preocupam e a insatisfação começa a tomar conta da cidade, apesar da forte expectativa de melhoria. Segundo uma fonte, a ArcelorMittal aumentou em 10%, este mês, a produção. Mas ainda está longe de chegar ao patamar antes da crise.
Com tantos dados ruins, pelo menos um outro conforto. Vai ter carnaval. O carnaval da crise.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
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