quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

De Brasília a Monlevade

O prefeito Gustavo Prandini viajou a Brasília para um encontrão de prefeitos do Brasil com o presidente Lula. Lá, Lula apresentou duas medidas provisórias. Uma delas deve ativar o gasto no nível das administrações municipais, mas à custa da piora da situação do caixa do INSS, o que, daqui uns anos, vai voltar-se contra o crescimento. É que o presidente permitiu que os municípios parcelassem suas dívidas com o INSS em até 20 anos.

A renegociação pode trazer ainda mais problemas já que ela induz a inadimplência em série. O devedor percebe a impunidade e deve mais. O bom pagador acaba desestimulado a continuar em dia com suas contribuições.

O município em débito com o INSS perde acesso a financiamentos em bancos federais. Essa é a única sanção para forçar o prefeito a cumprir o que todo contribuinte comum, ou seja você que me lê agora, é obrigado a fazer, mas com penalidades muito mais pesadas.Segundo Lula, os prefeitos seriam punidos ao assumir com dívidas do INSS. Ora, punidos mesmo são os contribuintes e os aposentados que pagam a conta, para o governo desviar o dinheiro para investir em outros setores porque é ineficiente em sua gestão.

O fato é que Prandini volta ao município rindo à toa com o presente que ganhou do presidente. Mas ele só vai rir até chegar aqui. Em Brasília ele certamente encontrou um município planejado, limpo. Enquanto Monlevade... bem, isso fica para outro dia.
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