quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Aplausos ou vaias?


Passei um ano e meio de minha vida tendo o prazer de almoçar, todos os dias, com o meu avô, Antônio Gonçalves, que foi prefeito por dois mandatos desta cidade. O papo era sempre o mesmo: administração pública. Me lembro de em uma de nossas longas conversas ele falar sobre o dia em que levou energia elétrica para a região do Cruzeiro Celeste (fato que ele descreveu como um dos mais emocionantes de sua vida). Claro, deixaram o evento para a noite. E meu avô e sua equipe, naquele brêu, entrou no bairro puxado pelo braço passando entre aquelas pessoas. Ele dizia que sabia que estava cheio, mas não imaginava o quanto. E o mais impressionante, começou a chover muito. Mas o povo não arredou o pé. Quando ligou a chave geral e a luz chegou, foi um susto. O local estava completamente lotado. Mais do que ele imaginava. E todos aplaudiam o prefeito.


Hoje, as coisas mudaram. O prefeito Gustavo Prandini realizou uma coletiva em um dos bairros que seria beneficiado com a passagem popular. O projeto pode até ser um pouco demagogo, mas a intenção parece ser a melhor possível. Apesar disso, fui informado que uma mulher interrompeu a coletiva para cobrar melhorias na saúde. Cobrou do prefeito ações. Disse que foi maltratada. E avisou: "se continuar assim, o senhor ficará apenas quatro anos no poder!"


Sábias palavras do jornalista Márcio Passos ontem, em um jantar em sua casa, que refletem de certa forma meu pensamento. "É preciso dar mais tempo para ele. Depois dos 100 primeiros dias de governo é que já se pode fazer uma avaliação mais crítica. Mas as intenções parecem ser boas". E é exatamente assim que tem de ser o comportamento democrático. Se ele fizer um governo bom para a cidade, deve ser aplaudido - como meu avô foi quando levou a energia para o Cruzeiro Celeste. Se não, deve ser vaiado, na mesma proporção e intensidade.


E, sinceramente, se eu critico é porque realmente torço para que sejam mais aplausos do que vaias. Primeiro, porque gosto da cidade. Segundo, porque quando um prefeito é vaiado, é sinal de que muitas pessoas inocentes precisaram pagar por isso.

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1 comentários:

Anônimo disse...

Achei interessante e gostaria de partilhar com algumas opiniões:
considerando as proporções nas necessidades e na possibilidade para investimentos/1969..(prefeitura nova, com tudo para ser feito e dinheiro grande nos cofres)e a competência político/administrativa do então prefeito que deve ter iluminado também outros locais e as condiçoes de hoje 2009, quando tudo que foi feito por aquele prefeito se degradou-em virtude do tempo e da falta de manutenção,descaso ou incompetência de prefeitos ,(principalmente do último que sucederam) o prefeito que deu luz à muitos pontos da cidade.
Considero de extrema importância dar tempo "pro homem que durante a sua campanha pedia que o deixassem trabalhar",que prometia mudar o que devesse ser mudado","fazer mais e melhor"sem entretanto descuidar do acompanhamento sistemático,feito por nós que como o iluminador da cidade...,como o jovem moderno ...sem nenhuma dívida amam esta cidade...Não podemos dar muito tempo.O tempo de 50 dias é pouco.Devemos somar à isto os 86 dias pós eleições que tambem deviam ser usados para planejar ações....Não esqueçamos a campanha os seus dingols ,discursos,lemas...ESTAMOS DE OLHO.

 
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